Compromissos ambientais e novas tecnologias impulsionam a adoção de fluidos refrigerantes de menor impacto climático e reforçam a importância da manutenção especializada.
O mercado brasileiro de refrigeração e climatização atravessa uma transformação tecnológica e ambiental.
Em 2026, a implementação da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal permanece entre os temas relevantes para fabricantes, instaladores, profissionais de manutenção e empresas que dependem de sistemas de refrigeração.
O compromisso internacional determina a redução progressiva do consumo de hidrofluorcarbonos (HFCs), substâncias utilizadas em diversos equipamentos de refrigeração e ar-condicionado.
Embora os HFCs não destruam a camada de ozônio, muitos apresentam elevado potencial de aquecimento global.
O que determina a Emenda de Kigali?
O Brasil ratificou a Emenda de Kigali em 2022, com sua promulgação por meio do Decreto nº 11.666/2023.
O cronograma brasileiro estabelece a redução progressiva do consumo de HFCs em relação à linha de base:
- 2029: redução de 10%;
- 2035: redução de 30%;
- 2040: redução de 50%;
- 2045: redução de 80%.
O Ministério do Meio Ambiente também apresenta a primeira etapa do Programa Brasileiro de Redução do Consumo dos HFCs, prevista para o período de 2026 a 2032, contemplando medidas de transição tecnológica, eficiência energética e capacitação profissional.
Essas metas nacionais não significam que todos os equipamentos existentes devam ser imediatamente substituídos. As obrigações concretas dependem das normas aplicáveis a cada substância, operação e equipamento.
Quais gases refrigerantes estão em transformação?
Fluidos como R-404A, R-410A e R-134a fazem parte das discussões sobre a redução do impacto climático da refrigeração.
Paralelamente, tecnologias que utilizam refrigerantes com menor potencial de aquecimento global ganham relevância, incluindo alternativas naturais, como o dióxido de carbono (R-744) e o propano (R-290), em aplicações tecnicamente adequadas.
Entretanto, não existe um refrigerante universal que possa substituir todos os demais sem adaptações.
Cada fluido apresenta características específicas de pressão, temperatura de operação, segurança e compatibilidade com os componentes.
A utilização de refrigerantes inflamáveis, por exemplo, exige equipamentos apropriados, procedimentos específicos e profissionais capacitados.
Posso simplesmente trocar o gás do meu equipamento?
Não. A substituição do fluido refrigerante precisa ser precedida de avaliação técnica.
O sistema pode apresentar limitações relacionadas a componentes, lubrificantes, pressões de trabalho e dispositivos de proteção.
Introduzir um refrigerante diferente daquele especificado pelo fabricante sem verificar sua compatibilidade pode comprometer o desempenho, provocar avarias e criar riscos de segurança.
A escolha entre manter, adaptar ou substituir um sistema depende de análise individualizada.
Manutenção especializada e eficiência energética
Independentemente do refrigerante utilizado, vazamentos, trocadores de calor sujos, ajustes inadequados e problemas elétricos podem aumentar o consumo energético e prejudicar o desempenho.
A manutenção profissional é uma medida importante para prolongar a vida útil dos equipamentos e reduzir desperdícios.
Também é fundamental observar as boas práticas de recolhimento e destinação de fluidos refrigerantes, evitando liberações desnecessárias para a atmosfera.
Como a Confiar Serviços pode ajudar?
A Confiar Serviços realiza instalação, manutenção e reparos de sistemas comerciais e industriais de refrigeração e climatização em Santa Catarina.
Se a empresa pretende modernizar seus equipamentos, reduzir falhas ou avaliar o desempenho de uma instalação existente, o primeiro passo é conhecer suas condições técnicas reais.
A transição para uma refrigeração mais sustentável começa com decisões tecnicamente fundamentadas.
Acesse os serviços da Confiar e solicite uma avaliação.
Fontes:

